Lembretes sobre os riscos do trabalho jornalístico estarão em exposição no novo Newseum, na avenida Pennsylvania, em Washington, que deve ser inaugurado em 15 de outubro.A construção demorou mais de seis anos, a um custo de US$ 435 milhões, o que talvez faça dele um dos mais caros museus em construção no mundo, no momento.
O exterior transparente do edifício tem a intenção de transmitir a idéia de uma imprensa e sociedade livres. Um imenso retângulo emoldura a fachada, sugerindo uma televisão ou tela de computador que oferece aquilo que o museu define como "uma janela para o mundo". Os visitantes entram pelo Grande Salão da Notícia, no qual podem ver boletins com as notícias mais recentes em um gigantesco "zíper", antes de darem início a um percurso de 2,5 km. O edifício, que tem sete andares, contém também 135 apartamentos de luxo, lojas com a marca Newseum e um restaurante de três andares.
O objetivo do Newseum é apresentar "o primeiro rascunho da História", enfatizando ao visitante a importância da proteção constitucional à liberdade de expressão jornalística.
Um dos maiores desafios do museu será atrair visitantes em um momento no qual a maioria das pesquisas demonstra que o respeito dos cidadãos pela mídia noticiosa está em baixa.
Entre o material exposto estão a caminhonete blindada que os repórteres da revista Time usavam nos Bálcãs, ostentando marcas de tiros; o laptop usado por Daniel Pearl, o repórter do Washington Post assassinado no Paquistão em 2002; o colete que Bob Woodruff, correspondente da rede de TV ABC, estava vestindo no ano passado ao ser ferido por uma bomba no Iraque; um lápis usado por Mark Kellogg, repórter morto enquanto acompanhava o general Custer, em 1876; e a mais recente aquisição, o celular usado por um aluno da Universidade Tecnológica da Virgínia, no mês passado, para gravar um vídeo sobre o massacre no campus. Agora, o Newseum está tentando obter o vídeo.
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Veja como foi a construção do Newseum.
Portal Terra
Tradução: Paulo Migliacci - The New York Times
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