quinta-feira, 7 de junho de 2007

Que cultura é essa capaz de criar uma confusão tão colossal?

Houve uma vez, em 1969, que 500 mil adoradores do rock se reuniram em uma fazenda em Bethel, uma pequena cidade no estado de Nova Iorque, para celebrar a música durante três dias de shows. Janis Joplin, The Who, Creedence Clearwater Revival e Jimi Hendrix estavam na programação oficial do festival, considerado hoje um marco na história da música.

Mas não foi só pela música que o público do Woodstock excedeu em 200 mil pessoas o limite de público e meio milhão de pessoas deram meia volta e voltaram para casa porque não conseguiram chegar nem perto da fazenda. O que aquelas pessoas buscavam era a liberdade para curtir um som em paz e se reunir. Amigos se encontraram, novas amizades foram feitas, casais se conheceram, bebês nasceram ( na verdade, foram registrados 3 partos no local) e algumas pessoas morreram. "Que cultura é essa capaz de criar uma confusão tão colossal?", perguntou o The New York Times.



O Magick Rock não reunirá 500 mil pessoas. Nem 5 mil. Muito menos a pequena Pirabeiraba entrará em estado de calamidade pública. Mas durante três dias os fãs de rock, hard rock e heavy metal da província Joinville e sua região de pobras almas carentes de bom rock poderão se reunir e fazer o seu próprio Woodstock. Mesmo que só de brincadeira.



quarta-feira, 6 de junho de 2007

ThunderCats, Hooo!


Depois de Homem-Aranha, Hulk, Batman Begins e X-Man, mais uma história em quadrinhos vira filme. Segundo a revista "Variety", agora é a vez dos ThunderCats, o desenho que fez sucesso na década de 80. A Warner Bros comprou recentemente o roteiro do estreante Paul Sopocy, que transforma os heróis de “Thundercats” em longa-metragem com atores.
A história é centrada em um grupo de gatos humanóides que foge de seu planeta depois que ele é destruído. Depois disso, eles passam a lutar contra os vilões de seu universo.

“Thundercats” vem reforçar a onda nostálgica de adaptações do estúdio, que também prepara versão com atores de “He-man”.


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As veredas da Comunicação, informação e conhecimento

Algum tempo atrás recebi um email de um amigo de longa data. O teor do email vinha com os seguintes dizeres: “Ei... tah afim de subir o Castelo dos Bugres? Eh fácil, são somente 900 metros de altura”. Com espírito aventureiro topei a peregrinarão ao tal morro... e fui.
Existem três palavras semelhantes, mas ao mesmo tempo tão distintas. Conhecimento, informação e comunicação são os tópicos que irei trabalhar nesse texto. Muitas vezes escutamos a seguinte frase, “Ele fala por conhecimento de causa”, afinal o que seria esse tal conhecimento? O conhecimento se constrói a partir de axiomas, de estudo profundo sobre determinado assunto. Podemos pressupor que um Mestre ou Doutor em determinada área, que adentra em uma sala de aula, trás consigo muito conhecimento.
Hoje vivemos com excesso de informação. Elas vêm de vários veículos de comunicação como: Tevê, rádio, meios impressos, Internet entre outros. A informação é um “tipo” de conhecimento só que superficial. A pessoa recebe a informação, assimila e pronto. Não existe aqui um conhecimento histórico, político ou sócio cultural. A informação nos é apresentada como uma “mágica”, prende nossa atenção naquele exato momento, logo somos direcionamos a outra informação e assim sucessivamente.
A comunicação é uma arte. Segundo o dicionário “Priberan” de origem portuguesa, a palavra comunicação é definida da seguinte forma: acto, efeito ou meio de comunicar. A comunicação a priori é feita com mais de um indivíduo, não que uma pessoa não possa falar consigo mesmo, no entanto é demasiadamente estranho... mas possível. Com a tecnologia que nos é apresentada hoje a comunicação ficou mais sofisticada e diversificada. Conhecemos inúmeros softwares, desde programas básicos de emails, orkut, Icq, MSN, Skype entre outros. A corrida pelo monopólio da tecnologia junto à informação é a engrenagem para novos meios de comunicação, como alguns citados acima. Na década de noventa o trivial era o uso do telefone, da própria fala como meio de expressão e correio postal. Hoje quem tem o conhecimento dessas tecnologias dificilmente irá mandar uma carta manuscrita, a não ser que seja para surpreender a namorada ou alguém especial. É muito prático e rápido utilizar esses novos meios de comunicação. O Skype, por exemplo, é um “programa” que está em ascensão pelo mundo, pois através dele é possível fazer ligações (como em telefone convencional) sem ônus algum, utilizando a Internet como suporte. Os usuários agradecem, já os donos de empresas telefônicas estão com a pulga atrás da orelha, pois o mercado atual é muito acirrado.

sábado, 2 de junho de 2007

Nasce “O Catharinense”


Desterro, 2 de julho de 1831.
Gabriel Baggio

Uma estranha máquina chamou à atenção de quem passava pela rua do Livramento, no Desterro, Capital da Província de Santa Catarina, nessa terça-feira, 2 de julho de 1831. Em pleno centro da cidade, aquela estranha máquina, aportada no meio da sala de visitas, despertava a atenção de quem por ali passava. Era algo novo aos olhos dos manézinhos e não demorou muito para que uma fila enorme de curiosos ali se formasse.
A guarda do império compareceu para ver o que se passava, devido a grande movimentação. Não constataram nada de anormal, a não ser a máquina de grandes proporções fixada e trabalhando a todo vapor no meio da sala. Todos, aglomerados na rua, estavam muito curiosos com o que presenciavam, nunca haviam visto nada parecido. Também surpreso com a aglomeração à sua porta, o homem de aparência distinta, sereno, desses que impõem respeito, saiu à rua e começou a matar a curiosidade de todos. Um rapaz de aparência humilde tomou a frente e foi logo disparando algumas perguntas ao recém chegado.

Pergunta: Qual o nome do senhor?
Jerônimo Coelho: Chamo-me Jerônimo Francisco Coelho.

P - E sua idade?
JC - Tenho 25 anos.

P - Você é natural desta região?
JC - Sim, sou catarinense, nascido na cidade de Laguna, no ano de 1.806. Tenho muitas saudades de lá, fiquei muito tempo fora.

Pergunta - No exterior... navegando...?
JC – Não. Sou militar. Desde os 18 anos sirvo ao Exército de sua Majestade. Nos últimos anos estive a serviço no Rio de Janeiro.

P - E para que serve essa máquina no meio de sua sala?
J – Essa máquina se chama prelo. Estou trabalhando para fazer um jornal. Dela sairá o primeiro jornal de Santa Catarina. E se tudo der certo, vai circular por muitos anos e por toda Província. É com essa máquina que o jornal é impresso e reproduzido.

P – O jornal já tem nome?
JC - Irá se chamar “O Catharinense”. Não consegui visualizar outro nome que se identificasse com nossa Província, que a cada dia fica maior.

P – Afinal, para que serve um jornal?
JC – Serve para as pessoas saberem o que está acontecendo na sua cidade, na sua Província, em todo Império. No jornal todos poderão ler notícias sobre os acontecimentos políticos, coisas da sociedade, anúncios do comércio, dos espetáculos culturais, do dia a dia da cidade.

P - Quando será o dia de inauguração do jornal?
JC - Hoje será rodada a primeira edição. É um momento histórico para o povo de Santa Catarina.

P - E como será esse jornal?
JC - O lema é “União e Liberdade, Independência ou Morte”. Será um semanário de 15,3 x 21,5 centímetros, com seis páginas. Irei ressaltar os problemas da província e reservarei um espaço exclusivo para manifestações populares. Acredito na política liberal e na liberdade individual de cada um. Gosto de saber o que se passa no império. Agora, vou colocar tudo no jornal.

P -Terá ajuda de alguém na confecção desse jornal?
JC - No primeiro momento não. Quero perceber a receptividade do jornal aqui na região. Dependendo da aceitação, pensarei se terei condições de dar continuidade ao jornal. De início, serei o redator, editor, compositor e impressor.

P – O senhor já fez jornal em algum outro lugar?
JC – Não, mas li bastante no Rio de Janeiro. Lá na Capital do Império, todo mundo lê jornal, muita gente escreve e manifesta suas idéias através de jornais. Por isso, acho que vai dar certo. Acredito que as pessoas precisam saber o que está acontecendo na Província e em todo território brasileiro.

P – “O Catharinense” vai criticar o imperador dom Pedro?
JC - Posso dizer que “O Catharinense” terá como bandeira ser o “Sentinela da Liberdade” e lutará em nome da honra do povo brasileiro. Por isso, na capa virá inscrita seguinte frase: “União e Liberdade, Independência ou Morte”.

P – Se eu quiser ler o primeiro número. Sairá quando?
JC – Amanhã bem cedo já estarei vendendo aqui na minha casa e também em algumas casas do comércio aqui na rua do Livramento. Pretendo também vender assinaturas por três meses para a pessoa receber o jornal em casa.

P – O senhor vai ser jornalista para o resto da vida?
JC – Não sei. Meu sonho é fazer jornal, mas também tenho minha carreira militar e gosto muito de política. Tenho um outro sonho, de ser deputado provincial para defender os direitos de liberdade dos brasileiros frente à resistência dos portugueses.

P – Alguma coisa do jornal já está pronta?
JC – Na capa, teremos a apresentação do jornal com o motivo de seu lançamento. A partir de agora, a inocência da província não terá que gemer em silêncio, e aqueles que a oprimirem terão de ser dados como opressores da humanidade. Vamos dizer que dom Pedro I é um estúpido, avarento e doido, que há pouco, espavorido, abandonou as praias do solo americano. Vamos convidar os provincianos a combater esses orgulhosos mandões que, comumente, nas povoações pequenas, costumam ser o flagelo dos fracos.


Trabalho produzido para a aula de redação jornalística 3
novembro de 2006